Rua Padre Marchetti, 596 - Ipiranga, São Paulo - SP

(11) 2063-3955

provinciadobrasil@oblatos.com.br

Notícias dos Oblatos › 11/12/2017

Espiritualidade do Advento

O tempo do Advento nos faz recordar uma verdade essencial: a conotação missionária, pois a Igreja atualiza a missão de Cristo ajudando os homens a perceber o Reino e a interiorizá-lo no seu coração, de modo que nele (Advento) se aprofunda o significado autêntico da missão de Deus, que tem como ponto de partida a libertação do seu povo. A missão, à luz do Advento, suscita em nós a esperança dos fracos e humildes e não apoia os poderosos deste mundo.

Daí, o Advento é celebrar o Deus que age na história, o Deus da aliança e nos motiva a sermos sacramentos do agir de Deus, das promessas que é a salvação da humanidade. Nele também se evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão no qual Deus está sempre presente para salvar. Ele ultrapassa a visão individualista, corrupta e insensível aos mais empobrecidos. Mas a espiritualidade do Advento traz uma Boa Nova, ou seja, a espera, com alegria, da vinda do Senhor, contrário da espiritualidade da Quaresma que é marcada pela austeridade da reparação do pecado.

Um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o pobre. Não apenas o pobre em sentido econômico, mas também o pobre espiritual. Deus se inclinou, se encarnou e se revelou em seu Filho Jesus, isso porque, o amor benévolo de Deus para com o ser humano é, de forma especial, pelos mais pobres, ou seja, os pobres do Senhor. Maria emerge como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam Nele e estão disponíveis, com plena docilidade, à atuação do plano de Deus. Porém, isso nos convida a sermos vigilantes na alegria e na esperança; sem perder de vista um espírito de conversão, que é próprio do Advento, a fim de preparar os caminhos do Senhor.

O espírito vigilante e de alegria nos convida a sobriedade, isto é, renúncia aos excessos e a tudo aquilo que possa desviar-nos da espera do Senhor. João Batista nos ensina como preparar o caminho do Senhor e como não se desviar do testemunho do Evangelho. Como sabemos, não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar-nos de coração sincero. É um tempo de prontidão, e, portanto, desapego dos prazeres e bem terrenos. O cristão, convertido a Deus, é filho da luz, e por isso, permanecerá acordado e resistirá às trevas, símbolo do mal, pois do contrário, corre o risco de ser surpreendido pela parusia, ou seja, a vinda gloriosa de Cristo.

Sendo assim, no Advento, toda a Igreja vive a sua grande esperança. O Deus da revelação tem um nome: “Deus da esperança” (Rm 15,13). Não é o único nome de Deus vivo, mas é um nome que o identifica como “Deus para conosco”. O Advento é o tempo da grande educação à esperança. Uma esperança forte e paciente; uma esperança que aceita a hora da provação, da perseguição e da lentidão no desenvolvimento do Reino; uma esperança que confia no Senhor e liberta das impaciências subjetivistas e do frenesi do futuro programado pelo homem. Vivamos com abertura de coração este tempo privilegiado, e manifestemos nossa fé com coragem, simplicidade e alegria!

Eis que o Senhor veio, virá e vem!
Com minha benção, Pe. Kleber Farias, OMI
Graça e paz!

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.