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JUPIC › 18/04/2019

Elite social brasileira

OBLATOS DE MARIA IMACULADA

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

A elite social brasileira é branca, educada e cosmopolita desde que o país começou. É também violenta, embora se veja como generosa para com subalternos, todos negros, mas como se fossem da família. Não são – Angela Alonso, professora de sociologia da USP e presidente do Centro Brasileiro de Aná-lise e Planejamento. É autora do livro “Flores,Votos e Bala”.


NEGROS BRASILEIROS

A elite branca os considerava (1) inaptos para o trabalho livre, não-es-
cravo; (2) incapazes de agir na sociedade competitiva; (3) sofriam da ausência de unidade familiar. Daí a frenética busca por imigrantes europeus… e o altíssimo número de nascidos de índias e negras; e põe “altíssimo número” nisso!…

VENEZUELANOS

Os gastos com as ações militares que o Brasil realiza na fronteira com a Venezuela superam, com folga, a média anual dos custos que as Forças Armadas dedicaram às ajudas humanitárias no Haiti, um país devastado pela guerra civil e terremotos. Nos últimos 12 meses, o governo sacou R$ 265,26 milhões dos cofres públicos para apoiar ações militares em Roraima na fronteira com a Venezuela. Isso equivale a mais que o dobro da média anual que o país dedicou às operações no Haiti, entre 2004 e 2017. Lá foram injetados no período R$ 130 milhões por ano.
Apoio: 1. 620 militares com alguma patente da Marinha, Exército e Aeronáutica foram deslocados para regiões de fronteira com a Venezuela; 2. 37 mil homens foi o contingente humano deslocado para a fronteira: contra 25 mil na Força Expedicionária na Itália – 3. 160 mil venezuelanos entraram no país desde 2015, de acordo o general Carlos Teixeira; a maioria está em Roraima – 4. 3. 8.500 venezuelanos estão em alojamentos no país mantidos pelo governo brasileiro. Outros 8 mil foram colocados pelo interior do país pelo Ministério da Defesa – 5. 25 mil refeições são fornecidas diariamente para venezuelanos que estão em alojamentos; 13 montados em Roraima, 11 deles em Pacaraima, na fronteira. Para venezuelanos serem levados para municípios brasileiros, é preciso que estes se entendam com o Ministério da Defesa. A 214 quilômetros da fronteira, dentro de um galpão em Boa Vista, 200 toneladas de alimentos não perecíveis e remédios estão armazenados há um mês e meio à espera de liberação do governo da Venezuela. A ONU informa que 3 milhões de venezuelanos deixaram o país no últimos anos, o equivalente a 10% da sua população.

ESTÁDIOS DA COPA

Quatro deles estão atolados em dívidas. (1) Maracanã: a reforma super- faturada saiu por 1,2 bilhão de reais; a empresa mantenedora acumula dívida de 38 milhões de reais com o Estado do Rio de Janeiro. A prefeitura desfez o contrato com quem… A Odebrechet, lógico!… (2) Mané Garrincha (Brasília); custou 1,5 bilhão de reais mas não tem público que garanta público; só quando Flamengo ou Vasco jogam lá; a média do campeonato estadual é de 660 torcedores; a prefeitura de Brasilia busca empresa para cuidar dos problemas do estádio; (3) Estádio do Corinthians em Itaquera; o clube contraiu uma dívida monumental para construí-lo; hoje deve à Caixa Econômica Federal 425 milhões de reais; a dívida com a construtora (qual? Ora!… a Odebrechet, lógico!…); a dívida com a Odebrecht é ainda maior: está estimada por ela em 800 milhões de reais; (4) reforma do Estádio do Atlético Paranaense; há dívidas enormes a saldar; sócios na construção brigam na justiça sobre o custo.

Por Pe. Miguel Pipolo, OMI

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