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JUPIC › 04/08/2020

Folhetim – 04 de Agosto 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

A histórica Basílica de Santa Sofia, em Istambul, foi transformada em mesquita. A basílica foi aberta para orações de fiéis muçulmanos pela primeira vez em nove décadas. Construída no século 6º pelo imperador bizantino Justiniano 1º, Santa Sofia foi por quase mil anos a maior igreja do mundo e o centro da Cristandade. Em 1453, o sultão Mehmed 2º conquistou Constantinopla e converteu o majestoso edifício em uma mesquita; ela se tornou um dos locais mais sagrados do Islã.

Sob Mustafá Kemal Ataturk, que fundou a república turca moderna em 1923, a Santa Sofia foi transformada em museu e todos os serviços religiosos foram encerrados.

Cronologia:

325 – primeira igreja sobre templo pagão começa a ser construída;
360 – Constantino 1º consagra a igreja;
404 – prédio queima em incêndio;
415 – igreja é reaberta;
532 – novo incêndio destrói a igreja, que é totalmente refeita com sua forma atual;
537 – Justiniano 1º consagra o novo templo;
1.204 – vira igreja católica;
1.261 – volta a ser ortodoxa grega;
1.453 – Constantinopla cai; os otomanos transformam igreja em mesquita;
1616 – Mesquita Azu passa a ser a principal de Constantinopla;
1.934 – Decreto seculariza a igreja que vira museu em 1935. Mosaicos cristãos e peças arqueológicas são expostas, assim como o piso original que estava coberto por carpetes;
1.985 – Unesco declara prédio patrimônio da humanidade;
2019 – Erdogan sugere volta ao status de mesquita;
2020 – Corte dá a Erdogan poder de retomar função religiosa;

RIO DE JANEIRO

Nele, o Brasil foi Colônia, Vice-Reino, Reino, Império e Republica, e os nomes de seus personagens estão nas placas das ruas. No centro da cidade há um boteco chamado “Villarino”, misto de uisqueria e balcão de importados. O local foi uma espécie de templo pós-expediente para jornalistas, escritores, radialistas, compositores, arquitetos, diplomatas e pintores, quando todos ainda trabalhavam na cidade. De Pancetti a Dolores Duran a Paulo Mendes
Campo e Vila-Lobos, era em suas mesas que eles comungavam em torno de um uísque, esperando o fim do “rush”, antes de rumar para a Zona Sul. Foi ali que Tom Jobim e Vinicius de Morais se entenderam para produzir o musical “Orfeu Negro”, um dos marco fundamental da moderna cultura brasileira que eventualmente ficou conhecida sob o nome de “bossa nova”. Hoje o famoso local está no meio de nada. Em meio a garrafas e mesas vazias sonhou-se um país que só existiu enquanto estava sendo sonhado.

AMAZÔNIA PROFUNDA

As comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas da Amazônia profunda (lá na divisa com Peru e Colômbia) tem uma realidade absolutamente distinta de todas as demais do Brasil. Numa região que é mais da metade do território do país, o acesso só é possível pelo rio ou pelo ar. As comunidades mais distantes de Manaus ficam a até 15 dias de
viagem de barco. As mais próximas ficam a poucos dias ou, no mínimo, a muitas horas de viagem até a sede municipal mais próxima. As sedes municipais são interligadas à capital por voos irregulares, normalmente em aviões monomotor. Vale destacar as muitas diferenças culturais, sociais e econômicas. A Amazônia profunda é o lar de cerca de 180 etnias que falam 17 línguas distintas. A chegada do covid-19 foi devastador. Ali o SUS é extremamente precário. Limita-se a um agente comunitário de saúde, em geral com pouca ou nenhuma formação técnica, a quem comete fazer o que puder com uma caixa de remédios na mão.

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