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JUPIC › 11/03/2021

Folhetim 10 de março de 2021

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO
Ao pôr do sol vocês dizem: vai fazer bom tempo… e de manhã: hoje vai chover…
Vocês sabem prever o tempo, mas não são capazes de interpretar os sinais dos tempos – Mt 16,2

LUI LOUGEN. Encontra-se em Tewksbury, Estados Unidos, à espera de delicada cirurgia como ele
informou e a Secretaria Provincial enviou a todos nós. Diz ele que dos 27 Oblatos em residência, 11 contraíram o “covid-19” e 6 morreram. Ele acompanha com tristeza os acontecimentos do país.

LUIS INÁCIO LULA DA SILVA – EDSON FACHIN. O magistrado não julgou o conteúdo das acusações contra Lula que são quatro, mas o andamento processual pois Curitiba não é o fórum competente. Apenas isso !!! Todos se perguntam por quê demorou tanto para se chegar a essa conclusão?…

LULA E A LEI DA FICHA LIMPA. A lei surgiu por iniciativa popular com o apoio de 2 milhões de assinaturas. Se ela prevalecer, o ex-presidente poderá ficar fora da disputa; a depender de interpretações. O Congresso morre de medo da lei a ser aplicada contra alguns deles…

BRASILIANA – 1. São Felix do Xingu, Pará, tem 132 mil habitantes e polui mais do que Uruguai, Chile, Costa Rica ou Noruega. Alí se encontra o maior rebanho bovino do país, cuja digestão lança na atmosfera o metano, potente gás de efeito estufa.

BRASILIANA – 2. Das 10 cidades brasileiras que mais produzem poluição climática, 7 estão na Amazônia. A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono da biomassa madeira, folhas e raízes, quando é queimada ou apodrece sobre o solo.

BRASILIANA – 3. O atual governo é farto em discursos de vitimização, de impotência governativa
ou de transferência de responsabilidade para outros Poderes sob o argumento de que o governo estaria impedido de governar, não são novidade em regimes democráticos e muito menos em sistemas presidencialistas multipartidários, como o brasileiro. Um exemplo extremo é Getúlio Vargas. Em sua carta-testamento, ele invocou “as forças e os interesses contra o povo” para justificar seu suicídio em meio a uma grave crise política de seu governo minoritário, agravada após o atentado contra o principal líder da oposição, Carlos Lacerda. De forma similar, em sua carta de renúncia à Presidência, o ex-presidente Janio Quadros argumentou que estaria sendo impedido de governar por “forças ocultas”. Ele desprezou as regras do jogo, não negociou com os partidos e tentou governar apesar do Legislativo. O descaso dele com o Congresso era patente. O ex-presidente José Sarney reclamava veementemente da suposta dificuldade de se governara o país. Para ele a Constituição de 88 tornava o país ingovernável. Aconselhava o então presidente eleito Collor de Melo que “não se governa sem apoio político”. Para Collor, “governo sem base sólida não dura”, pois “o presidencialismo de coalizão traz no seu bojo incerteza e o vírus da ingovernabilidade”. Todos esses presidentes escolheram governar na condição de minoria ou tiveram grande dificuldade de construir e de gerenciar de forma sustentável coalizões majoritárias. No presidencialismo multipartidário o presidente é o agente central do jogo político. Suas escolhas acarretam consequências. Não existe “piloto automático” para se alcançar a governabilidade. O atual governante parece ter jogado a toalha ao se referir às dificuldades econômicas que o país tem enfrentado ao afirmar de forma categórica: o país está quebrado… eu não consigo fazer nada.

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