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JUPIC › 10/11/2020

Folhetim – 10 de Novembro 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

BRASIL 1

Uma instituição internacional –Oxfam- dedica-se a medir o tamanho da pobreza no mundo e a propor possíveis soluções ao problema. Através dela soubemos que o Brasil conta com 210 famílias bilionárias… Em três meses, de março a junho deste ano, 20% deste grupo privilegiado –apenas 42 famílias- aumentaram sua fortuna em R$ 176 bilhões.

Enquanto isso… 60 milhões dependem do auxílio emergencial, o que custa ao governo R$ 36 bilhões por mês. Ou seja, apenas o ganho trimestral dessas 42 famílias equivale a cinco meses do que o país gasta com o auxílio emergencial. Pelo mesmo levantamento soubemos que aquelas 210 famílias super ricas possuem bens equivalentes a R$ 1,7 trilhões, mas no país não existe imposto sobre patrimônio –exceção feita ao IPTU municipal. Existe uma proposta de reforma tributária em discussão no Congresso. Ela propõe muitas das medidas que se implementadas trarão uma arrecadação adicional de R$ 290 bilhões ao governo federal. E isso, taxando menos de 4% dos brasileiros.

É oportunidade única resolver várias mazelas brasileiras se for levada em frente uma reforma que ponha o dedo na ferida. É preciso dar poder de consumo à imensa maioria da população que é muito pobre. Os super ricos concordariam?…

BRASIL 2

Segundo dados da Receita Federal divulgados anualmente, as famílias muito ricas, com renda acima de R% 160 mil por mês, pagam em média 5% de impostos sobre tudo o que recebem; enquanto isso, uma família classe média alta que recebe R$ 12 mil por mês, paga 15% de impostos. Por que essa discrepância? Porque os super ricos vivem de
dividendos de suas ações, do lucro de suas empresas e raramente possuem salários. Ou seja, a renda dos super ricos é isenta de Imposto de Renda, enquanto os salários são taxados pesadamente.

BRASIL 3

Na grande maioria dos países o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) é o principal imposto. No Brasil ele representa apenas 17% do total que se arrecada no país. A grande maioria da arrecadação vem de imposto sobre produtos e serviços, como ISS, IPI e ICMS. Esse modelo de impostos onera os ricos e os pobres da mesma forma; todos pagam o mesmo sobre o quilo do feijão; o que, convenhamos, não é justo. Em doze meses pagamos 63%
mais pelo arroz, 96% mais sobre o óleo de soja e 46% mais pelo feijão. Uma das razões é a exportação para a China… Em doze meses a carne bovina subiu 38%, a suína ficou 48% mais cara, e a de frango teve reajuste de 27%. As principais elevações de preços ocorrem nos itens mais populares, consumidos pela população de renda média; todos tiveram altas superiores a 45% nos últimos 12 meses. A população que vive na extrema pobreza ou almoça ou janta uma vez por semana…

BRASIL 4

Na questão da taxação sobre heranças, também fazemos o contrário da maioria dos países que aplica um taxa de 18%, enquanto a nossa é, na média, 4%. Fala-se que há o perigo de fuga de capitais, mas a verdade é que os bilionários, quando deixam o Brasil, o fazem por medo da violência, nunca pelos impostos.

BRASIL 5

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, órgão ligado ao Ministério da Educação, afirma que os jovens do Ceará têm as melhores notas em português e matemática. Não é só das melhores praias que vive o Ceará!…

BRASIL 6

Neste ano o Brasil importou 30 mil toneladas de soja dos Estados Unidos… embora Pindorama seja o maior exportador de soja do mundo. Neste governo americanos foram dispensados de visto de entrada no país. Não passa pela cabeça dos EEUU o mesmo.

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