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JUPIC › 11/12/2019

Folhetim – 11 de Dezembro 2019

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

NENHUM HOMEM NESTA TERRA É REPÚBLICO, NELA ZELA OU TRATA DO BEM COMUM SENÃO CADA UM DO PARTICULAR
FREI VICENTE DO SALVADOR – SEC. XVII

PARAISÓPOLIS

9 mortos… Ao se transformar em “Infernópolis”, Paraisópolis confirma várias certezas, num momento em que os governos e um lado doentio da sociedade aprovam e estimulam armas, policiais violentos e matanças de criminosos a qualquer preço.

A palavra de ordem vem do próprio presidente da República e de seus filhos; vai descendo para os governadores, atinge as Secretarias de Segurança e, claro, chega à ponta: os próprios policiais, que são pagos para defender vidas humanas e acabam virando ameaças à sociedade.

As pessoas acabam tendo medo, tanto do policial fardado quanto do bandido, que surge do nada. Pergunta-se se as autoridades mandariam ocupar um show de rock nos Jardins, ou no Leblon, ou em Boa Viagem, da mesma forma e com a mesma agressividade com que invadiram um baile funk da periferia com 5 mil jovens se divertindo num domingo à noite. E tratariam com socos e cassetetes os filhos da elite branca como fizeram com os filhos negros e mulatos de Paraísópolis?…

O assassinato de pobres, negros e mulatos é contabilizado como uma fatalidade, um efeito colateral do combate à criminalidade. Seria o custo a pagar para que famílias brancas e ricas possam ter mais segurança?… Na realidade brasileira, quem já está morrendo são filhos e filhas de pedreiros, empregadas domésticas, garis, pintores de parede, etc. Será diferente amanhã?

A região de Paraisópolis é conhecida como um dos principais redutos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

No mês passado um sargento foi baleado durante uma intervenção policial. Só neste ano, a Policia Militar apreendeu mais de duas toneladas de drogas ali, entre maconha, crack e cocaína, além de ter recuperado veículos roubados ou furtados. Integrantes da cúpula da PM que afirmam acreditar que os policiais que usam moto para policiar, podem ter sido atraídos para o baile funk após serem alvos de disparos, como parte do plano dos criminosos para criar tumulto no local, criar desgastes à imagem da corporação, e assim afastá-los das ruas e vielas do interior da favela.

PANCADÕES

É assim que se conhece em São Paulo o que aconteceu em Paraisópolis.

Desde janeiro, a PM realizou 7.597 operações “Pancadão” em mais de 14 mil pontos, que mobilizaram 95.706 policiais e 37.445 viaturas. No total, 222.525 pessoas foram abordadas, resultando em 1.275 presos e apreensão de 1,7 toneladas de drogas. Esses muitos números são impressionantes. Em 2017 sancionou-se uma lei para controlar os bailes funk.

Para a realização de eventos com até 250 pessoas, é preciso solicitar autorização da divisão administrativa mais próxima com 30 dias de antecedência.

AMÉRICA LATINA

Calcula-se que desde 2003, 638 milhões de habitantes vivem no continente de maior desigualdade no mundo. Calcula-se também que 122 milhões de pessoas deixaram a “pobreza absoluta”.

BRASIL

Para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o número de trabalhadores que buscam uma vaga há mais de 2 anos é de 3,347 milhões; desalentados: 5 milhões.

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