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JUPIC › 13/11/2019

Folhetim – 13 de novembro 2019

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

EVO MORALES

Tomou posse e 2006. Desde então, o país cresceu, em média, 5% ao ano. O percentual da população abaixo da linha de pobreza caiu de 63% para 35%. O motor dessas mudanças foi a nacionalização das riquezas minerais (ou seja, ele escorraçou as multinacionais). Irá ser considerado o melhor presidente que a Bolívia teve. Mas como se deu sua derrocada?

Apuração dos votos – A apuração dos votos da eleição de 20 de outubro foi marcada por fraudes. A contagem rápida que apontava um segundo turno, foi interrompida sem justificativa. Quando os números voltaram a ser divulgados, Evo aparecia à frente com a vantagem que precisava para vencer no primeiro turno.

Tensão – A suspeita aumentou a tensão. Manifestantes atearam fogo em urnas de votação e sedes eleitorais, sindicatos, e organizações empresariais.

Segundo turno – Em 23 de outubro, o Conselho Permanente da OEA concluiu que vários princípios democráticos foram violados e pediu a realização de um segundo turno.

Vitória e protestos – A apuração tardia deu a vitória a Evo no primeiro turno, o que causou mais protestos, com 29 feridos e 57 presos.

Auditoria – Em 30 de outubro, a Bolívia e a OEa concordaram em realizar uma auditoria do resultado.

Radicalização – Os protestos se intensificaram. Assembleias populares nas cidades de La Paz e Santa Cruz rejeitaram a checagem e exigiram uma nova votação sem Evo.

Ultimato de Camacho – Em 3 de novembro, Luís Fernando Camacho, um opositor radical de Evo, lançou um ultimato para que ele renunciasse em 48 horas, e pediu apoio dos militares.

Polícia se rebela – Unidades da polícia em Cochabamba, Sucre e Santa Cruz se rebelaram contra Evo e exigiram a renúncia do presidente.

Evo se isola – Em 9 de novembro, policiais que faziam guarda do palácio presidencial deixaram seus postos e se amotinaram em um quartel. O local passou a ser protegido apenas por
oficiais e suboficiais.

Chefe militar renuncia – Em 10 de novembro, o comandante-chefe das Forças Armadas pediu a Evo que renunciasse.

A renúncia – Uma hora depois, Evo anunciou a renúncia para que “Mesa” e “Camacho” não sigam perseguindo dirigentes sociais”.

1. Os militares pediram a renúncia, mas não assumiram o poder! … Coisa nunca vista na América Latina. Os militares dão a impressão de serem o Poder Moderador.
2. A partir do núcleo duro das elites bolivianas, situado em Santa Cruz de la Sierra, berço da oligarquia mais poderosa e racista, desprendeu-se uma onda generalizada de violência contra governantes e militantes ligados ao, MAS, partido de Evo, mesclando paramilitares narcotraficantes e fundamentalistas religiosos. O vandalismo foi facilitado pelo amotinamento de frações dos aparatos policiais.
3. Se o Brasil atravessa governos e regimes à direita e à esquerda sem efetiva inclusão social, organismos internacionais atestam que a Bolívia reduziu a miséria à metade.

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