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JUPIC › 14/02/2020

Folhetim – 14 de fevereiro 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

 

O TRATADO DE VERSALHES – CEM ANOS DA GUERRA DE 1914-18

Ela foi talvez a mais irracional das grandes guerras pois só teve derrotados. Para historiadores ela foi causada pela Alemanha que ainda não conhecera a democracia, atrasara-se em completar sua revolução industrial, e não construíra um grande império na Ásia e na África, ao contrário do que acontecera com o Reino Unido e a França. Vinte anos depois estourou a 2ª Guerra que, na realidade, era uma continuação ressentida da anterior. Uma terceira guerra não faria sentido pois o mundo alcançara um estágio mais elevado de progresso e de civilização; e também porque a guerra entre grandes países, que já se provou ter sido um jogo de soma menor que zero em 1914, deixara de fazer qualquer sentido.

Já em 1914 a causa principal das guerras capitalistas –a definição de fronteiras entre os grandes Estados-nação- estava deixando de existir porque essas fronteiras estavam praticamente definidas; em 2014, elas estão completamente definidas e tentar mudá-las é inviável. As guerras conduzidas pelos impérios antigos faziam sentido nas sociedades pré-capitalistas porque eram a principal forma de apropriação do excedente econômico por aqueles que tinham mais força. Com a revolução capitalista, a apropriação do excedente passou a ser realizada no mercado pelo lucro, de forma que as grandes guerras deixaram de ter importância econômica que tinham nas sociedades pré-capitalistas.

Entretanto, durante a revolução capitalista que durou 300 anos, as guerras continuaram atrativas. Estavam, então, se formando os Estados-nação na Europa e, para ampliar suas fronteiras por meio de guerras, era fundamental porque só um grande mercado interno viabilizaria a revolução industrial. Por isso, durante essa longa transição, muitas foram as guerras. Mas, em 1914, essas fronteiras já estavam razoavelmente definidas. Há, porém, uma causa “racional” para a guerra de 1914. Os países que primeiro realizaram sua revolução industrial e capitalista, Reino Unido, França, Bélgica e Holanda, tiveram força suficiente para reduzir à condição de colônia os povos da Ásia e da África. Era o imperialismo moderno que surgia. Mas a Alemanha e a Itália, que se atrasaram em sua industrialização, não estavam satisfeitas com essa distribuição das colônias entre as grandes potências.

O imperialismo antigo ou clássico entrou em derrocada na Primeira Guerra Mundial com o colapso dos impérios Austro-húngaro, Russo e Otomano; mas o segundo tipo de imperialismo -o industrial- ainda parecia viável, e a luta por definir o domínio das colônias talvez seja a principal explicação para essa guerra. Mas logo esse segundo imperialismo também perdeu viabilidade; no mundo moderno, os custos de “imperializar” outros países tornaram-se mais altos do que os benefícios. As grandes potências lideradas pelos Estados Unidos mudaram sua estratégia para um tipo de imperialismo de hegemonia ideológica. Buscam e geralmente logram convencer as elites locais de que a ocupação dos seus mercados através do financiamento e dos investimentos diretos é benéfica para elas. Mas, para isso, as guerras entre grandes potências não são necessárias. Bastam as guerras localizadas contra pequenos países renitentes em aceitar a dominação por hegemonia dos países ricos.

2019

Não vai deixar saudades! Tragédias ambientais, crescimento econômico medíocre, feminicídios, destruição da área da cultura, indígenas em risco, negação do aquecimento global, obscurantistas no poder, revisionismo histórico, terraplanismo, AI-5 mencionadas vezes demais, falta de educação banalizada nos altos escalões, perseguição à mídia, desleixo completo na área da educação… A lista é grande… mas houve notícias positivas, ou será que não! …

 

 

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