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JUPIC › 14/07/2020

Folhetim – 14 de Julho 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

“O país gira em círculos, sem lideranças e sem projeto”
“Aldo Fornazieri – Diretor da “Escola de Sociologia e Política” – São Paulo

INDÍGENAS – VALE DO RIO JAVARI

Localizado no extremo oeste do Amazonas, e quase junto à fronteira do Acre, a TERRA INDÍGENA VALE DO JAVARI registrou duas primeiras mortes de indígenas por Covid-19 em intervalo de três dias. Um indígena veio a falecer em Tabatinga, e outro em Benjamim Constant. Isto aumenta a preocupação com o avanço da pandemia para territórios onde vivem, pelo menos, 19 povos indígenas isolados, a maior concentração de não contatados do mundo.

O Vale do Javari é uma das 488 Terras Indígenas, áreas de propriedade da União, habitadas por uma ou mais comunidades indígenas. São bens públicos, e como tal, são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre ela são imprescritíveis. É o que informa a Funai. Para o representante da União dos Povos Indígenas, a falta de fiscalização dos órgãos ambientais e para cada vez mais perto das aldeias. Segundo ele, a Funai mantém agentes fiscalização em só uma das quatro bases de fiscalização existentes no Vale do Javari. Nas demais bases, bem como na barreira sanitária instalada na área, a fiscalização cabe aos próprios indígenas que atuam de maneira voluntária para tentar
controlar o acesso aos territórios. O medo maior são os isolados pois eles têm uma imunidade muito baixa, e infelizmente, há muitos intrusos nesses territórios, onde o acesso é livre pelos varadouros.

Para a “Coordenação das organizações dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira”, diz um dos integrantes que “não adianta os indígenas ficarem em isolamento se a ameaça continua dentro das terras indígenas, com caçadores, pescadores, garimpeiros e traficantes de drogas invadindo nossos territórios. Eles são vetores”. Para alguns agentes da Funai, o coronavírus já circula por lá, como também deve ter havido muitas outras mortes. Um outro integrante da mesma organização diz: “Nosso estilo de vida, em que tudo é comunitário, acelera a disseminação dentro da aldeia; por isso temos que evitar a todo custo que o vírus chegue ao primeiro indígena, ou ele contaminará aldeia inteiras, como já está acontecendo em algumas regiões da Amazônia”.

Em toda a Amazônia brasileira, a Coordenação de organizações dos Povos Indígenas registrou até o fim da primeira semana de julho, mais de 8.000 casos confirmados de Covid-19 em 99 nações indígenas, e 390 óbitos no Estado do Amazonas, que atingiram 67 povos diferentes. Em seguida vem o Pará (74), Roraima (44) e Mato Grosso (43).

INDÍGENAS – OS BANDEIRANTES

Na escola foi-me ensinado que os Bandeirantes estenderam as fronteiras do que é o Brasil hoje. Dizia-se que a missão deles era construir uma cultura luso-brasileira nos trópicos. Dizia-se que Fernão Dias, Raposo Tavares e outros tinham esse intuito. Pura “conversa mole”. São muitas as histórias para boi dormir. Raposo Tavares, inclusive, chegou quase ao que é o Belém hoje. A missão dos Bandeirantes era escravizar os povos indígenas; não era cristianizá-los. Nada disso. O problema da Coroa Portuguesa era que poucas ou quase nenhuma mulher portuguesa vinha para a colônia.

O português não tinha pejo nenhum de relações sexuais com índias; pelo contrário!… Ninguém sabe quantos filhos Caramuru, João Ramalho ou Domingos Jorge Velho tiveram; nem eles sabiam… Quando a colônia foi dividida em capitanias as esposas só vinham quando houvesse sinal de que as coisas estavam caminhando; o que não acontecia… Por muito pouco os franceses não assumiram o controle da colônia, pois eles eram os principais fornecedores do famoso “pau-brasil” na Europa. Hoje estaríamos falando francês…

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