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JUPIC › 17/12/2019

Folhetim – 17 de Dezembro 2019

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

 BRASIL-URUGUAI

O novo presidente do Uruguai tomará posse em março que vem, e nessa função poderá exercer mediação pela região afora.

Provavelmente sua política externa será pragmática, autônoma, independente, tanto no trato com blocos comerciais quanto com país vizinhos. A defesa do princípio da autodeterminação dos povos é um dos mais tradicionais no Uruguai, e sem alinhamento determinado.

No início do século 19, os argentinos reivindicavam a banda oriental do Rio Uruguai como parte de seu território, o que batia de frente com os interesses do Império brasileiro, que acreditava ter herdado de Portugal a soberania sobre a faixa de terra que chamava de Província Cisplatina.

A guerra entre Brasil e Argentina começou em 1825 e ajudou a desgastar ainda mais o recém-formado reinado do imperador Dom Pedro 1º. A paz foi alcançada em 1828, com a mediação britânica. Na época nada se fazia pela América do Sul, ou melhor dizendo, pelo Cone Sul, sem os ingleses. O Império brasileiro renunciava suas pretensões pela área mediante garantia de que a nova república (Uruguai) não seria anexada pela Argentina. Um “Estado-tampão” nascia na América do Sul. O diplomata britânico que costurou o acordo afirmou na época: “colocamos algodão entre dois cristais”.

No cenário interno do Uruguai, acredita-se que o novo presidente terá uma dinâmica de governo difícil em razão da diversidade dos partidos que o apoiam, e precisará negociar caso a caso os projetos que quiser aprovar no Congresso. É provável que fará pequenas mudanças para mudar os rumos das políticas adotadas até então pela Frente Ampla que governou o país nos últimos tempos. Como lidar com ela? É um caso muito parecido com a política de coalização trabalhada pelo PT durante os treze anos de governo do partido…

ANTONIO PALOCCI-BNDES-ANEXO 21

Esse  tal anexo – delações de Palocci – vai render muito!

Para quem? Ele traz descrição completa do esquema do PT por países afora. (1) Moçambique – US$ 125 milhões para reforma do aeroporto; (2) US$ 240 milhões para rodovias; (3) Cuba – US$ 656 milhões para construção da zona de desenvolvimento ao redor do célebre Porto de Mariel; (4) Moçambique, US$ 300 milhões para melhoria do Porto de Beira (nunca saiu do papel) – (5) Nicarágua – US$ 512 milhões para hidrelétrica que nunca saiu do papel, e ainda causou prejuízo de R$ 44 milhões à Eletrobras; (6) Gana – US$ 250 milhões para uma hidrelétrica que, soube-se depois, seria impossível de construir; (7) Angola – projetos de engenharia de 1979 a 2009 absorveu mais de US$ 1 bilhão; a Odebrechet era dona de 85% dos valores.

Resumo: entre 2010 e 2014, nesses pacotes de contratos no exterior, as empreiteiras nacionais faturaram mais de 10 bilhões de reais e pagaram propina ao PT no valor total de 489 milhões de reais. O esquema era complexo. Palocci diz que as ordens vinham de Lula com a exata divisão do butim entre empreiteiras e o porcentual de propina cobrado em cada projeto. Diferente do mensalão-petrolão, a operação disso tudo ficava restrito à alta cúpula do partido.                                                                   

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