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JUPIC › 17/09/2019

Folhetim – 17 de Setembro 2019

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

O Brasil e um caso de alto risco, por associar o regime presidencialista a partidos fragmentados”
Bolivar Lamounier


OS HOMENS QUE CONSTRUIRAM O SÉCULO XX EM MEIO A DUAS GUERRAS MUNDIAIS
Eles impulsionaram e deram forma ao século XX. Em 1914 tinham: Vladimir Ulyanov (Lenin – 44 anos) – Joseph Dzhugashvill (Stalin – 35) – Franklin Roosevelt – 30; J. Maynard Keines – 32; Adolfo Hitler – 25; Konrad Adenauer -38; Winston Churchill – 40; Mahatma Gandhi – 45; Jawaharlai Nehru – 25; Josip Broz Tito – 22; Ho Chi-minh – 22; Francisco Franco – 37; Charles de Gaulle – 37; Mussolini – 26.

PALAVRAS E CONCEITOS QUE FORAM CUNHADOS NO PERÍODO 1789-1848
Indústria – industrial – fábrica – classe média – classe trabalhadora – capitalismo – socialismo –
aristocracia – ferrovia – liberal – conservador – nacionalidade – cientista – engenheiro – proletariado – pauperismo – utilitário – estatística – sociologia – jornalismo – greve
CLASSE MÉDIA. O original inglês é “middle class”. Sua tradução exata é infelizmente impossível:
“classe intermediária”, entre a “classe alta”, por um lado, constituída pela monarquia, nobreza e Igreja, e pela “classe baixa” dos camponeses com ou sem terra, dos artífices e domésticos, dos “trabalhadores pobres” (labouring poor), por outro lado, ou “classe burguesa e pequeno-burguesa”. O inglês britânico possui duas séries de termos paralelos: “bourgeoisie” e “uppermidddle class” (classe superior) para a burguesia propriamente dita, “petty bourgeoisie” e “lower middle class” (classe média inferior) para a pequena burguesia, esta última também chamada de “classe média” em português. Na medida em que o período é da emergência das “middle class” (intermediárias) contra as superiores, e da sua principiante estratificação interna, a expressão “classe(s) média(s), longe de significar única e especificamente a pequena burguesia, vai receber várias acepções, desde a de “conjunto das novas camadas sociais, políticas e profissionais emergentes na época” até a de “categoria social intermediária específica” cujas situação e composição são determinadas pelo contexto ou pelo momento histórico.
Imaginar o mundo moderno sem estas palavras (isto é, sem as coisas e conceitos a que dão nomes) é medir a profundidade da revolução que eclodiu entre 1789-1848, e que constitui a maior transformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem inventou a agricultura e a metalurgia, a escrita, a cidade e o Estado. Esta revolução transformou, e continua a transformar, o mundo inteiro. Mas devemos distinguir entre os seus resultados de longo alcance e sua fase inicial e decisiva que estava intimamente ligada a uma situação internacional e social específica. A grande revolução de 1789-1848 foi o triunfo não da “indústira” mas da indústria capitalista; não da “liberdade e da igualdade em geral”, mas da classe média ou da sociedade burguesa liberal; não da “economia moderna” ou do “Estado moderno” mas das economias e Estados em uma determinada região geográfica do mundo (parte da Europa e alguns trechos da América do Norte), cujo centro eram os Estados rivais e vizinhos da Grã-Bretanha e França.

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