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JUPIC › 19/11/2020

Folhetim – 19 de Novembro 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
OUTUBRO-NOVEMBRO NA CONGREGAÇÃO

Em outubro de 1823 Pe. Maunier escrevia a Tempier dizendo que seu bispo estava a exigir sua volta à diocese de Frejus, e desobrigando-o dos votos que fizera. O mesmo dizia o Pe. Dublieu, teólogo muito bom: os votos feitos na comunidade eram nulos. É o que dizia também o Vigário Geral de Frejus. Os votos eram nulos porque (1) o superior não pode, sem autorização da Santa Sé, impor qualquer obrigação sobre aqueles pertencentes à sua Sociedade; (2) porque o voto de estabilidade na Sociedade da Missão torna ilusória a obediência prometida ao bispo na ordenação, e um voto nunca pode ser feito em prejuízo de um terceiro. Pior ainda: o arcebispo de Aix estava chamando de volta seus homens à arquidiocese. Isso em outubro de 1822. Eugênio de Mazenod ia ficando cada vez mais impaciente. Para conversar com o arcebispo, Eugênio mandou o Pe. Courtés; após duas horas e meia de reunião tempestuosa e de maus presságios, o prelado insistiu em termos fortes que seus padres não deviam renovar seus votos. Mazenod não sabia bem o que fazer; 1º de novembro era o dia de renovação dos votos. O próprio Mazenod foi conversar com o arcebispo; o primeiro encontro foi tenso; e Eugênio deixou que cada um ficasse livre para renovar ou não os votos. Já o segundo dia foi o oposto. O arcebispo se mostrou cortês e pediu que o grupo assumisse a capelania do hospital de Aix. O arcebispo estava a par do bom trabalho missionário do grupo. Mas havia um problema: a Sociedade perdera mais da metade de seus membros!!!

Os que saíram: 3 padres | 1 diácono | 12 noviços escolásticos | 2 noviços para Irmão
6 aspirantes = 24;

Os que ficaram: 11 padres | 2 padres noviços | 6 em votos temporários
2 noviços = 21.

Além disso, havia a questão de que Fortuné, ao assumir a Diocese de Marselha, pedira que Mazenod e Tempier fossem os Vigários Gerais. O Fundador convocou um Capítulo Geral na Casa Mãe de Aix para resolver a questão. O Capítulo concordou que ambos fossem Vigários Gerais, provavelmente porque os Vigários Gerais iriam de alguma forma conduzir a diocese do já idoso Fortuné, e teriam alguém para proteger o pequeno grupo. Em outubro de 1825 o grupo muda seu nome para “Oblatos de São Carlos”, em honra a São Carlos Borromeu, o santo padroeiro da família Mazenod.

Eugênio de Mazenod, finalmente, se convencera da necessidade de alguma aprovação da parte de Roma e para lá foi. Pe. Albini, apóstolo de Córsia, insistira: vá a Roma, padre, vá!

No caminho ele até considerou juntar-se aos Oblatos de Maria Virgem, e tivera uma conversa com o fundador do grupo em novembro de 1825. Mas não mais que isso. O caminho de alguma aprovação, de algum tipo de louvor pela iniciativa, estava entulhado de armadilhas. Além disso, o grupo Oblato era pequeno, somente 25 membros; quanta presunção, pensava ele. Desde 1.800 Roma não aprovara um único instituto religioso. Nem Eugênio se considerava um fundador em companhia com outros grandes fundadores de institutos religiosos. Eugênio chegou a Roma em 26 de novembro de 1825, e passou a residir com os Padres Lazaristas. Em 20 de dezembro, finalmente Eugênio apresenta seu grupo aos cardeais esperando algum encaminhamento à sua iniciativa. Sua ansiedade aumentava nesses pouco mais de dois meses de espera. Teria ele a ventura de conversar com o Papa sobre seu grupo, ou teria ele de voltar à França com um bonito documento de louvor dizendo para seguir em frente!…

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