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JUPIC › 22/07/2020

Folhetim – 22 de julho 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

ESTE GOVERNO É UM MANICÔMIO – Maitê Proença – atriz

GILMAR MENDES x MILITARES

O ministro usou palavra forte – genocídio; isto é, morticínio em massa. Genocídio é o que se pratica nas periferias contra negros e pobres. O que ele cobrou foi que a Forças Armadas não se associem ao desastre. Na verdade, ele também defendeu a honra do Exército; é preciso, se for o caso, preservá-lo do erro de alguns generais que confundem história pessoal com a história das Forças Armadas. Acontece também que ele poderia usar palavra mais branda. Se tivesse falado em “fracasso”, ou “tragédia”, quem discordaria? Gilmar Mendes botou o dedo na ferida: a associação do Exército com os erros gritantes de Bolsonaro.

SUS E A EPIDEMIA

Sem ele é a barbárie. A instituição é muito injustiçada. O povo se queixa dos dos pronto-socorros lotados, das filas para cirurgia, das dificuldades para conseguir internações e consultas com especialistas. É preciso lembrar que até 1988 só recebiam assistência médica aqueles com carteira assinada, beneficiários do antigo INPS.

Os que trabalhavam no campo e na economia informal eram rotulados de indigentes; portanto, dependentes da caridade pública e outras instituições de beneficência. Poucos reconhecem que o Brasil é o único pais com mais de 100 milhões de habitantes que ousou garantir assistência médica para todos. E que em 32 anos, o SUS desenvolveu o maior programa mundial de vacinações, de transplantes de órgãos, de hemodiálises, de tratamentos dos que convivem com o HIV e de distribuição de medicamentos para diversas doenças crônicas, além de controlar os bancos de sangue.

Quando se pergunta qual é o maior programa brasileiro de distribuição de renda, o Bolsa Família, iniciativa mais do que importante, mas que não passa de uma pequena ajuda quando comparado ao SUS. Nos últimos anos, os recursos federais que deveriam ser destinados ao sistema único diminuíram gradativamente, sobrecarregando estados e municípios, sobrecarregando estados e municípios com dificuldades orçamentárias para atender a população. O desinteresse dos governantes pela saúde pública foi tão grande que fizemos o diabo para satisfazer os caprichos da Fifa. Gastamos bilhões para atender as solicitações de governadores empenhados em construir estádios modernos em suas capitais, e que hoje são “elefantes brancos” mas usados pela iniciativa popular. Não é vergonhoso que alguns desses monumentos ao desperdício e à corrupção tenham que ser transformados em hospitais a toque
de caixa, para enfrentar a epidemia do coranavírus? Na época, quem considerava absurdo desperdiçar recursos que poderiam se investidos em saúde e educação era acusado de pertencer à elite que negava, aos mais pobres, as alegrias do futebol.

O ministério da saúde sempre foi usado como moeda de troca para arranjos políticos, haja vista que nos últimos dez anos 13 ministros ocuparam a cadeira. A média de tempo é de dez meses; isso não permite que um ministro conheça a complexidade do órgão. Neste momento de tantas incertezas o sistema único enfrenta as maiores dificuldades de sua existência. Há enormes diferenças regionais, o número de leitos nas UTIs de São Paulo é muito maior do que os disponíveis em Maranhão, Rio de Janeiro ou Alagoas. Faltam médicos, enfermeiros e demais profissionais nas cidades menores.

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