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JUPIC › 23/04/2020

Folhetim – 23 de Abril 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

 

FRANKLIN DELANO ROOSEVELT – HARRY TRUMAN

Roosevelt morreu subitamente de hemorragia cerebral em 12 de abril de 1945. Era o seu quarto mandato presidencial. Seu vice, Harry Truman exercia essa função havia menos de três meses, e era mantido alheio às decisões do presidente, habituado a governar sozinho. Truman assumiu no mesmo dia. Os Estados Unidos haviam sido arrastados para a 2ª Guerra Mundial e a Alemanha era derrotada naquele momento, graças ao decisivo engajamento americano em favor dos Aliados. Sem experiência em política externa, Truman pedia que rezassem por ele, pois iria enfrentar os termos da rendição alemã, e o debate sobre a fundação e construção das Nações Unidas. Em julho de 1945 já discutia os arranjos do pós-guerra em Postdam, Polônia, com Stalin e Churchill, duas
velhas raposas. Enquanto participava da conferência, recebeu a notícia do teste bem sucedido da bomba atômica em Los Álamos, Estados Unidos. Da Polônia, enviou um ultimato ao Japão:
ou se rendia ou sofreria enorme devastação. O império japonês ignorou a ameaça; Truman ordenou a ordem mais contravertida da história da presidência americana: o bombardeio nuclear de Hiroshima e Nagasaki. Em 1947, Truman se lançou na reconstrução da devastada Europa, com o Plano Marshall, que destinou cerca de US$ 13 bilhões em valores da época a 16 países.

Atualizado pela inflação, esse montante seria hoje de US$ 150 bilhões; isso representava 5% do PIB americano. Um dos problemas era que a economia americana estava em recessão de 1,1%.

Explicar ao contribuinte que ele devia bancar a reconstrução de países saídos de um aventura militar catastrófica requereu imenso senso de liderança e coragem política. O Plano Marshall evitou a expansão do império soviético, a ascensão de movimentos extremistas, de direita e de esquerda. Sem ele, dificilmente existiria a União Europeia que trouxe prosperidade e preveniu novas guerras.

ISOLAMENTO NA EPIDEMIA

Na favela de Paraisópolis há 45.000 pessoas por quilômetro quadrado; em Taboão da Serra, que tem a maior densidade demográfica do país, são 14.000; e na cidade de São Paulo, cerca de 7.500.

Como é possível pensar em isolamento e saúde pública quando os que mandam e influem são indiferentes à uma usina de doenças igual a essa? Como exigir “distanciamento social” num lugar como Paraisópolis? O país só descobriu que é preciso cuidar da saúde pública quando a epidemia chegou à classe média e aos ricos; vai esquecer assim que a tragédia passar.

São Paulo é o epicentro da epidemia com 40% das mortes no país, mas não divulga dados básicos. As melhores universidades do país estão na cidade; seria de se esperar que dados mais completos seriam divulgados. Há evidências de que a não divulgação é estratégia para impedir sua divulgação. Outra tragédia: os cerca de 3 mil “lixões” ao ar livre pelo país. Político brasileiro tem horror a fazer esgoto, pois é obra que fica embaixo da terra, que ninguém vê e que não rende voto. São Paulo é atravessada ao longo de 25 quilômetros por dois dos mais infames esgotos a céu aberto do mundo, Tietê e Pinheiros. Mananciais de água que abastecem o município estão poluídos por favelas instaladas às suas margens; sua população continua sem ter saneamento básico. Os políticos, governadores e prefeitos não entregam o problema à iniciativa privada porque querem manter os “contratos” com as estatais que nada fazem para melhorar aqueles horrendos 50% mas são um dos seus mais queridos cabides de empregos.

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