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JUPIC › 24/08/2020

Folhetim – 24 de Agosto 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

A OPINIÃO CONVENCIONAL SERVE PARA NOS PROTEGER DO DOLOROSO TRABALHO DE PENSAR – John Galbraith

A MENINA DE 10 ANOS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

A CNBB emitiu nota sobre o caso acima afirmando ser o aborto “crime hediondo”; a nota foi assinada pelo presidente da CNBB, Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, e por Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande, RS, responsável pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família. Em seguida, houve uma enxurrada de cartas de leitores de jornais, e comentários na televisão. E houve um longo artigo de um ex-militante da Juventude Estudantil Católica. Para Dom Walmor houve “dois crimes hediondos”, violência sexual e violência do aborto. Para Dom Ricardo o aborto é “um ato horrendo, ato abominável; demos a pena capital para o bebê”. O Ministério da Saúde ficou quieto; não telefonou para ninguém e nem ofereceu ajuda para achar um hospital para a ação. Comentaristas dizem que tal inércia diz respeito a uma das secretarias chefiada por militar médico indicado pela ala mais conservadora da bancada evangélica. Um outro militar médico disse que a direita é contra o aborto, pois é uma vida; a esquerda é a favor, e assim ela pune o inocente, a verdadeira vítima.

O chamado “aborto ilegal” é a quarta causa de óbito materno num país que mata três vezes mais que os países civilizados. Tal mortalidade está brutalmente concentrada nas mães negras e pobres, expondo a desigualdade social que é o maior problema do país.

No Espírito Santo o hospital que se recusou realizar a ação é federal, é um hospital escola de uma universidade pública; era identificado no SUS como o responsável por realizar o procedimento legal no Estado; recusou-se a fazê-lo.

FRASES DE LEITORES(A) DA SEÇÃO DE CARTAS NO “ESTADO DE S.PAULO” E “FOLHA SP”

“Sou contra a intolerância e obscurantismo religioso no episódio chocante da menina grávida em consequência de seguidos estupros por anos”. (São Paulo)

“Parabéns à Folha pela coragem de trazer às suas páginas o tema do aborto, principalmente em sua defesa. É um trabalho fundamental para garantir direitos de meninas mulheres de todas as faixas de renda, mas sobretudo daquelas que não têm dinheiro para recorrer a um aborto de forma privada”. (Niterói)

“Muito bom o editorial em defesa dos direitos legais da frágil criança… O Estado laico não comporta atitudes agressivas de intolerância na tentativa de impor, com constrangimento ilegal, uma visão religiosa. A lei garante o direito ao aborto… influência religiosa em políticas públicas faz mal à saúde…”. (São Paulo – do coordenador da Rede Médica pelo Direito de Decidir)

“Dom Walmor, presidente da CNBB, e pastores pentecostais comportam-se como discípulos do diabo na questão do aborto da menina. A Igreja Católica, que já queimou vivas muitas pessoas em nome de uma fé hipócrita, não tem moral para julgar ninguém”. (Porto Alegre, RS)

“É surpreendente a desfaçatez dos ditos “cristãos” que acusaram o médico de assassino… Nenhum deles foi à porta da delegacia acusar o tio pela monstruosidade”. (Pindamonhangaba, SP)

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