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JUPIC › 24/03/2020

Folhetim – 24 de março 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

NOSSO PRETO QUANDO FURTA, VAI PARAR NA PRISÃO;
SINHÔ BRANCO QUANDO FURTA, LOGO SAI SINHÔ BARÃO

“PROGRAMA MAIS MÉDICOS”

A cota de responsabilidade de Jair Bolsonaro pelas consequências da pandemia no país, vai muito além do atraso imposto por suas suposições idiotas – “muita fantasia, muita histeria”- às medidas administrativas urgentes.

Bolsonaro inaugurou seu desgoverno com a devastação do Programa Mais Médicos. Por fanatismo ideológico e  algumas falsidades, sustou um sistema de medicina comunitária que, desenvolvendo-se, agora dotaria o desprovido ‘interiorzão’ e a pobreza urbana de uma rede de combate aos horrores ali possíveis, e mesmos previstos com
autoridade.

O Programa sofreu várias acusações; uma delas: o governo cubano apropriava-se de parte da remuneração dos seus médicos; tanto que as remunerações não eram feitas aos cubanos no Brasil, mas via Cuba. A própria habilitação dos médicos, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como das melhores, foi questionada, pretendendo-se novos exames aqui.

O convênio Brasil-Cuba foi intermediado e acompanhado pela OPAS, a Organização Pan-americana de Saúde. As verbas de remuneração eram mandadas a Cuba via OPAS, para assegurar a destinação parcial ao sustento das famílias dos médicos, como se eles estivessem em seu país e, quando era o caso, para as reposições do financiamento à sua formação como em tanto países. Nada disso era segredo; qualquer dúvida, bastava consultar o convênio.

O Mais Médicos veio solucionar a recusa dos brasileiros a exercer a medicina onde menos era, e voltou a ser, alcançável. O atual ministro da Saúde lançou sucessivos editais para preencher o Mais Médicos e o processo se desenvolvia sempre da mesma forma: muitas inscrições, redução grande na hora das apresentações e abandono do serviço médico em pouquíssimo tempo, com volta à cidade de origem. Isso me faz lembrar longas reuniões e
debates no passado sobre o envio de padres brasileiros para o trabalho pastoral nos fundões perdidos do interior brasileiro, e substituir padres estrangeiros por lá atuantes. Dali surgiu o programa “Igrejas Irmãs”; dioceses  assumindo dioceses no norte brasileiro.

A etapa bem sucedida do Mais Médicos deixou histórias extraordinárias que se perdem nas memórias dos personagens. Não daquelas dezenas de milhares que nunca haviam tido um atendimento médico. E talvez nunca mais o tenham; milhares, sem sequer tempo para sabê-lo: a mortalidade infantil cresce pavorosamente em lugares em roubados do medico que a reduzira ou eliminara. Há condutas de governantes que não figuram nos Códigos
Penais, mas têm tudo de crimes: Crimes contra a humanidade. Ele cabe alí. Ele precisa ser posto em quarentena para deixar de atrapalhar. É preciso isolar Bolsonario; impedi-lo de continuar a ameaçar a segurança e o bem-estar da população. É preciso constituir um núcleo de coordenação de ações com caráter de união nacional para isolar Bolsonario e dar rumo ao país; pelo menos enquanto durar a crise atual!

Está claro para a maioria da população que Bolsonaro é um risco grande demais para continuar a ser tolerado como uma aberração sob controle. Ele é um parasita político; leva crédito porque os serviços públicos continuam a duras penas funcionando. Tais serviços públicos foram construídos por gente de valor e de consciência social que ele não tem. O que ele tem são seus fantasmas (o PT, um deles).

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