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JUPIC › 27/08/2019

Folhetim – 27 de Agosto 2019

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

Sem o SUS, é a barbárie! A frase foi dita por um sanitarista da Faculdade de Saúde Pública. Antes da existência do SUS, só os com carteira assinada tinham direito à assistência médica pelo antigo INPS. Os demais pagavam pelo atendimento ou faziam fila na porta de meia dúzia de hospitais públicos espalhados pelo país ou dependiam da caridade alheia, concentrada nas Santas Casas de Misericórdia e em algumas instituições religiosas. Eram enquadrados na indigência social os trabalhadores informais, os do campo, os desempregados e as mulheres sem maridos com direito ao INPS. As crianças não tinham acesso a pediatras e recebiam uma ou outra vacina em campanhas bissextas organizadas nos centro urbanos, de preferência em períodos eleitorais…

Então, ao redor de 30 anos atrás, um grupo de visionários ligados à esquerda do espectro político defendeu a ideia de que seria possível criar um sistema que oferecesse saúde grátis do Congresso para convencer deputados e senadores da viabilidade do projeto, muitos achavam que se levaria décadas para dispor de recursos financeiros para a implantação de políticas públicas com tal alcance. Mas a Constituição de 1988 afirmava que saúde é direito do cidadão e dever do Estado… Por incrível que pareça, poucos sabiam que o Brasil era, na época, o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou levar assistência médica gratuita a toda a população!…

Falamos com admiração dos sistemas de saúde da Suécia, da Noruega, da Alemanha, do Reino Unido, e de outros países, sem lembrar que são países pequenos, organizados, ricos, com tradição de serviços de saúde pública instalados desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Um país continental, com 210 milhões de habitantes, baixo nível educacional, pobreza, miséria e desigualdades regionais e sociais, sem falar do secular desprezo das elites pela população.  Como pensar em estabelecer um programa de saúde pública semelhante aos países citados acima!

O SUS hoje oferece gratuitamente o maior programa de vacinações e de transplante de órgãos do mundo.

O programa de distribuição de medicamentos contra a Aids revolucionou o tratamento da doença nos cinco continentes.

Há de se lembrar que o resgate chamado para socorrer o acidentado é do SUS, e que a qualidade das transfusões de sangue nos hospitais de luxo é assegurado por ele. A “Estratégia Saúde da Família”, com agentes comunitários em equipes multiprofissionais, atende de casa em casa, dois terços dos habitantes e é citada pelos técnicos da Organização Mundial de Saúde, como um dos mais importantes do mundo. Mas, não esqueçamos, para a maioria da população a imagem do SUS é a do pronto-socorro com macas no corredor, gente sentada no chão e fila de doentes na porta.

Dias atrás o Ministro da Economia afirmou que o objetivo do governo com as mudanças previdenciárias e tributárias não é “subir o teto de gastos, é “quebrar o piso”. Ninguém nega que haja ineficiência e distorções na forma como o Estado organiza e realiza seus gastos, como também ninguém nega o  tamanho da carga tributária brasileira. Sabemos todos é que tem “abaixo do  piso”: a barbárie.

O problema da carga tributária não é o seu tamanho mas, sim, a sua distribuição injusta.

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