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JUPIC › 28/04/2020

Folhetim – 28 de Abril 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

“Sentinela, o que resta da noite?… Ele responde: a manhã vem chegando, mas ainda é noite”

GENERAL BRAGA NETTO

Ele é o presidente de fato. Não duvidemos. Sob sua chefia e coordenação, os militares estão preparando um Pró Brasil para os próximos 30 anos, segundo ele. Em breve o empresariado será convocado para estar a par dos objetivos, diretrizes, estratégias e encaminhamentos. Não duvidemos! Eles, os militares, estão de volta, desta vez sem tortura e assassinatos como em 1964 em diante, e sem chacina como a da Guerrilha do Araguaia, em 1972. O Brasil que foi construído e do qual muitos de nós participamos, foi obra deles. Lembrem do “Brasil Grande” – “Brasil – ame-o ou deixe-o”…

Além disso, eles estão muito preocupados com a fuga de cérebros (de cientistas e personagens importantes) para fora do país. Manchete do jornal “Estado de São Paulo”: ala militar impõe obras; ou seja, Paulo Guedes “que se dane”. Eles estão de volta! O “Pró-Brasil” tem por objetivo aumentar o investimento e gerar empregos. Para alguns, a imagem de um general anunciando mais investimento público relembrou o 2º Plano Nacional de Desenvolvimento, do governo Geisel. Já outros fizeram paralelo com o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), lançado por Lula em 2007.

O Pró-Brasil é uma carta de intenções; o governo não detalhou várias das ações anunciadas. Desorganizado, perdido e rachado por desentendimentos internos, o governo promete um programa de recuperação econômica baseado em grandes obras, alguma paradas há algum tempo. Devem ser investidos R$ 300 bilhões. O projeto foi anunciado sem a presença de qualquer integrante do Ministério da Economia, o qual se pergunta de onde virá o dinheiro. Secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, declarou que o país não tem dinheiro público para fazer qualquer plano.

ALEXANDRE DE MORAIS (STF)

Corre nos bastidores de Brasília que o ministro tem “sangue nos olhos” ao pensar no presidente da República…

RODRIGO MAIA

De onde vem a encrenca da Presidência da República com um simples deputado de 74 mil votos que quase não se elegeu? Corre nos bastidores de Brasilia que o presidente da República precisa diariamente de alguém para estar em conflito. Eles não só “não se bicam há anos”; odeiam-se. Ambos sempre foram deputados na mesma área eleitoral. Uma coisa é certa: o presidente não tem “o savoir-faire” de Maia.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Ele está no poder porque eleitores assim quiseram. A questão é que esse poder o presidente não quer porque, no fundo, ele não tem a menor ideia de como exercê-lo, tamanho é seu despreparo, mas principalmente porque é um poder regulado pela Constituição e limitado pelos freios e contrapesos institucionais. O presente “pode muito, mas não pode tudo”, disse o ministro do STF Celso de Melo, quando o presidente convocou protesto contra o Congresso em fevereiro último. Não pode tudo… é com isso que ele não se conforma… Naquela ocasião o presidente deixou claro que não pretendia se submeter aos controles institucionais pois, em sua visão, sua presidência é “o povo no poder”.

Quem acredita nisso?… Se existe algum conceito assemelhado a “povo no poder”, esse é certo “povo” inexistente em terras luso-brasileiras; havia, isso sim, senhor-e-escravo; casa-grande-senzala, matrizes da formação sócio econômica brasileira.

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