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JUPIC › 08/03/2021

Folhetim – 4 de março de 2021

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

“AS COISAS SÃO PREVISÍVEIS QUANDO JÁ ACONTECERAM” – Conselheiro Aires – M. de Assis

PETROBRÁS. Ela não é uma empresa estatal. Ao contrário, é uma sociedade de economia mista
em que o controlador ainda é a União. Ser controlador significa deter mais de 50% das ações com direito a voto. É isso que o governo possui; por isso Jair Bolsonaro mexeu nos preços do combustível. Todavia, o capital da Petrobrás, de mais de R$ 205 bilhões, pertence majoritariamente (64%) aos investidores privados. Isso significa dizer que, se amanhã a empresa fosse “liquidada”, os seus 700 mil investidores iriam receber a maior parte da “liquidação”. Daí por que, sendo majoritariamente privada e concorrendo no mercado, o seu objetivo tem de ser o lucro. É assim no Brasil, é assim no mundo. Assim sendo, sendo o maior acionista o governo, os dividendos –leia-se lucro ou resultado- vão, na sua maior porção para o Brasil, para o brasileiro. A intervenção de governos passados na política de preços resultou prejuízos de R$ 300 bilhões. Isso corresponde a quatro décadas de lucros. Toda semana a Petrobrás aumenta o preço nas refinarias, pois a política dela é seguir os preços internacionais, coisa que talvez Bolsonaro não entende ou não tem condições de entender.

AMERICA LATINA. Há uma insatisfação generalizada no continente com os altos níveis de desigualdade, corrupção, criminalidade e serviços públicos precários. Isso tem provocado um visível desgaste na redemocratização iniciado nos anos 80.

2019 foi marcado por protestos violentos principalmente no Chile, Bolívia, Equador e Colômbia. A pandemia esvaziou as ruas, mas agravou as tensões, prometendo um ciclo eleitoral em 2021-22 dos mais incertos e instáveis. Líderes populistas com discurso antiestablishment surgiram prometendo cortes no gasto público. É possível que surjam alguns líderes e partidos políticos com pouca experiência de governo, e isso num cenário institucional já tenso e fragmentado. A região está sendo bastante impactada pelo vírus. Com cerca de 8% da população mundial, a América Latina responde por quase 20% dos casos e 30% das mortes. Os dois maiores países, Brasil e México, presididos por populistas e negacionistas, detém respectivamente o segundo e o quarto recorde de mortes.

O Fundo Mundial Internacional estima que 45,5 milhões caíram na pobreza, desigualdade e desemprego; 37% da população do continente são hoje pobres ou miseráveis. Oito países realizaram eleições em 2021; três países realizarão eleições em 2022. Em vários deles a corrupção endêmica deflagrou uma epidemia antipolítica. Em algumas partes há pouca esperança no horizonte. Em Cuba a dinastia dos Castros deve se encerrar formalmente; mas não está claro se prevalecerá os reformistas ou os stalinistas. O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega (quem diria!!!). Deve manipular as eleições para inaugurar sua própria dinastia, transferindo o governo e o poder à sua mulher. Na Venezuela Maduro dividiu a oposição e conquistou o Parlamento. O Chile referendou uma Assembleia Constitucional na esperança de tornar o país mais equânime e democrático. A Bolívia passou por um processo eleitoral legítimo e relativamente tranquilo.

A Colombia enfrentou uma longa guerra civil. A explosão da violência costuma ser atribui-da ao “bogotazo”, ou seja, ao assassinato de Jorge Eliecer Gaitán, em abril de 1948. Quase imediatamente começariam, nas montanha e nas selva do interior as guerrilhas que, por 50 anos, até quase cinco anos atrás, incendiariam o país. As guerrilhas logo se tornariam comunistas, ali-mentada com dinheiro e armas de Cuba, Venezuela, URSS e China, causando milhares de mortos, sequestros e ações terroristas.

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