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JUPIC › 09/06/2020

Folhetim 9 de junho de 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

ESSE GOVERNO É UM MANICÔMIO – Maitê Proença – atriz

22 DE ABRIL DE 2020. Ainda… Naquele dia houve uma reunião ministerial que já foi dissecada por muita gente. O que se viu ali, foi um coro, quase unânime, em defesa de valores anti-democráticos, sustentados por uma audiência incapaz de perceber arroubos miniditatoriais. Talvez nem mesmo nas arquibancadas de jogo de futebol poder-se-ia ver algo parecido. Muita coisa ficou escancarada ali. Ninguém está nesse governo (ou desgoverno) por acaso. Não surpreende que ministros como Salles, Weintraub, Damaris e outros não tenham sido demitidos. Surpreende que os demais presentes não tenham pedido demissão. Todos se tornaram coniventes com um protótipo de dita-dor que estimula a desobediência civil de uma população armada. Aliás, a ministra Damaris, tão preocupada com obras do diabo, não enxergou o capeta sentado bem à sua frente. Em nenhum momento da reunião houve referência aos milhares de mortos pela Covid-19, ou aos milhões de desempregados que sofrem com uma total falta de perspectiva. Governança, cuidado com a coisa pública e transparência só servem para atrapalhar. Qualquer semelhança com os governos intervencionistas não é mera coincidência. Após aquele encontro a democracia saiu “escalavrada; no dicionário diz: arranhada, golpeada, machucada.

5 DE ABRIL DE 1945. Esta é a data do desembarque das tropas aliadas (França, Inglaterra, Estados Unidos) na Normandia, norte da França. Ninguém sabe quantos morreram; foi uma carnificina. Um mês depois terminava a guerra, talvez porque faltava tropas… A Primeira Guerra Mundial (1914-18) não acabara. O armistício assinado em 11 de novembro de 1918, foi elaborado sob a liderança do presidente americano Woodrow Wilson; a população do seu país era avessa a intervenções internacionais. Com a assinatura do documento terminava a 1ª Guerra Mundial (1914-18); mas não impediu que os contendores voltassem ao confronto em 1939. O documento implantou o que não existia antes: o “povo austro-hungaro”; o “povo balcâmico”; a “Turquia”; as nacionalidades então vivendo sob o “Império Otomano”; e a “Polônia”. Era o desenho da Europa que conhecemos hoje. Poucos comentaristas entenderam a inclusão da Turquia no acordo. Aquela área geográfica incluía, além de turcos, gregos, judeus, armênios, árabes, eslavos, sem mencionar os “curdos”. Essa infinidade de gente habita um mosaico geográfico em que as zonas de contato ou sobreposição cortam cidades, bairros, passam por dentro das casas, incluindo as famílias. Com certeza nem o apóstolo Paulo nem o imperador Constantino concordariam com isso!… Não era possível entregar a Turquia para os turcos sem reduzir direitos nacionais de todos os outros habitantes. O mesmo vale para a Polônia, como perceberam os alemães, os russos, os ucranianos, bielorussos, os judeus de seu território.
Tão complicado quanto definir limites e natureza dos países citados, é identificar os povos mencionados; “o povo austro-hungaro” jamais existiu; o império que levava esse nome justificava o fato de ser formado pela junção de duas coroas vizinhas, de maioria cristã, assediada há séculos pela ameaça de um império de religião muçulmana (Otomano). Austríacos compartilham uma língua germânica com milhões de europeus, com variações regionais; hungaros têm uma lingua rara com parentesco longínquo com os distantes filandeses. Não há nada que pudesse justificar sua definição como “um povo”, como fez Wilson, e tão logo acabou a guerra eles se separaram em dois países, também com uma complexa multiplicidade étnica dentro e fora de suas fronteiras. Havia germânicos dentro e fora da Alemanha e da Austria; há húngaros desconfortáveis em vários países em torno da Hungria atual, para angústia dos vizinhos.

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Imagem de capa: epoca.globo.com

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