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JUPIC › 10/06/2020

Folhetim extra – 10 de junho 2020

OBLATOS DE MARIA IMACULADA

Os acontecimentos das duas últimas semanas nos Estados Unidos deixaram o mundo todo perplexo. Comentadores e cientistas políticos buscaram muitas e várias interpretações. Todos eles ficaram impressionados pelo grande número de jovens marchando pelas muitas cidades do país.

Os jovens e os não-tão-jovens creem que um mundo diferente é possível. Seria? Os Estados Unidos foram construídos por imigrantes de todas as parte do mundo. Os afrodescendentes perfazem 12 a 15% da população. Eles foram fundamentais na construção da atual riqueza do país, cuja história nos diz que sofreram o pecado social do racismo por séculos. A isto reagiram com persistência.

Em nosso tempo de vida temos assistido migrações no Oriente Médio e na África para a Europa. Na América Latina muitos migraram para os Estados Unidos em busca de vida melhor. As causas disso são muitas. Os muitos migrantes sonham em obter o “cartão verde”. No Brasil, a nossa forma de estruturar a família, a economia, a vida política e a justiça, foi estruturada pela escravidão. O país foi o último a abolir o escravagismo na América Latina.

Séculos passaram para que a “Casa Grande” e a “Senzala” desaparecessem; duas realidades fundamentais que tentaram estabelecer valores evangélicos nesta parte do mundo. Através deles, o branco se libertou do negro; este foi jogado às ruas sem rumo e direção. Nenhum plano sócio-econômico foi elaborado para encaixar o negro na vida econômica e política do país.

Levou séculos para que o Estado brasileiro reconhecesse que o racismo é um fator estruturante das relações sociais. O racismo somente se dissipará quando demonstrarmos às gerações presentes e futuras que ele é uma vergonha; o seu exercício, mais que um crime, é uma indignidade pessoal para quem o pratica.

OBLATOS DE MARIA IMACULADA CHAPEL SCHOOL

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