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Notícias dos Oblatos › 20/05/2021

Semana Mazenodiana

De 20 a 25 de maio

Em comemoração ao dia de Santo Eugênio de Mazenod a Província do Brasil dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada dão início hoje a uma série contendo 6 episódios sobre a vida e obra do santo que fundou a congregação.

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Eugênio escreve a Tempier e não assina

Eugênio sabia que o primeiro grupo de Oblatos era fundamental; por isso esforça-se para atrair o Padre Tempier, vigário paroquial em Arles, ao qual considerava um santo. Sendo assim ele escreve uma carta e o envia dizendo: “Meu querido amigo, leia esta carta diante de seu crucifixo, com ânimo de escutar somente a Deus[…]” E segue escrevendo com confiança: “A felicidade nos está esperando nesta santa Sociedade que terá um só coração e uma só alma.”

Todo empolgado, Eugênio envia a carta ao seu amigo e esquece de assinar. E agora? Como é que Tempier ia responder uma carta sem saber de quem era. De início, o Pe. Tempier pensava ser algum tipo de brincadeira, e levou algum tempo para adivinhar quem enviara a carta. Mas quando descobriu o seu autor e a seriedade do pedido, ele simplesmente respondeu: “Partilho da sua visão completamente, e longe da necessidade da sua instigação para entrar nessa santa Sociedade, a qual satisfaz tão completamente os meus próprios desejos, asseguro-lhe que, soubera eu dos seus planos antes, teria sido o primeiro a me juntar à sua sociedade… Você pode, portanto, contar inteiramente comigo.”

Os padres Eugênio e Tempier estiveram unidos por uma forte amizade durante toda a sua vida.

21 de Maio

Dia de Santo Eugênio de Mazenod, Bispo, Fundador da Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada (1782-1861)

O Missionário Deve ser Santo

A Santidade é um dos três pontos centrais à vida e missão de Santo Eugênio de Mazenod, e algo que ele não busca apenas para si, mas incentiva seus missionários e todo o Povo de Deus a fazer o mesmo. É muito bonito vermos o que nosso Fundador falava a respeito, como agora contemplaremos:

“O missionário, pelo fato de ser chamado ao ministério apostólico, deve aspirar a perfeição. O Senhor o escolhe para reproduzir entre seus contemporâneos as maravilhas realizadas em outro tempo pelos pregadores do evangelho. Por isso deve seguir nas pegadas deles, plenamente convencido de que os milagres que deverá realizar não serão frutos de sua eloquência, mas da glória do Todo Poderoso que se comunicará por meio dele (…).

Que movidos pela intensa busca da santidade conforme nos ensina Santo Eugênio de Mazenod, nós, Oblatos, Leigos Associados e demais simpatizantes do Carisma mazenodiano, nos empenhemos em busca deste ideal.

O Sacramento da Reconciliação

Um dos caminhos que Santo Eugênio de Mazenod aponta como meio de sermos santos e de nunca nos afastarmos da presença de Deus é a frequência ao Sacramento da Confissão. Confessar-se para Eugênio é um meio de fortalecimento espiritual nos combates que travamos na caminhada da fé, conforme podemos ver a seguir, num texto em que o Fundador dirige-se aos jovens de Aix:

“Para fortalecer-se contra os diversos combates que tenham de travar talvez sobre este particular, cuidem muito de frequentar os sacramentos. Por meio deles manter-se-ão na graça de Deus; crescerão e avançarão na virtude; por isso, confessar-se-ão a cada 15 dias e comungarão tantas vezes quanto o diretor da sua consciência o permita. Amarão a Deus acima de todas as coisas; terão para com seu divino Filho Nosso Senhor Jesus Cristo o mais afetuoso agradecimento por todos os benefícios recebidos e por todas as graças que não deixa de derramar diariamente sobre eles (…)”.

Ajude-nos Deus para que na nossa missão cultivemos um amor grande aos Sacramentos da Igreja, especialmente o da Confissão, crente que ele é um meio de alcançar a salvação e conduzir muitas almas para Cristo e sua Igreja.

A Oraison

A Oraison, termo Oblato para o período de oração mental diante do Santíssimo Sacramento, geralmente no final da tarde, era algo específico de Santo Eugênio. A ‘oraison’, para o Fundador, era um encontro especial diário com os Oblatos no amor de Cristo. Sobre Eugênio de Mazenod e a prática da ‘oraison’ diante do Santíssimo Sacramento, o Oblato teólogo da espiritualidade, Pe. Kelly Nemeck, disse num retiro que pregou em 1993:

“Passamos horas em oração silenciosa diante de uma pequena caixa no altar que é o tabernáculo. Há um mistério ali que corresponde ao discurso da Quinta-feira Santa: “Eu em vocês… e vocês em Mim.” Não podemos fisicamente entrar em Cristo, mas sim sacramentalmente, o sinal externo de uma realidade interna. E em relação à “oraison” diante do Santíssimo Sacramento, há uma relacionalidade em estar no mesmo espaço quanto à presença sacramental. Em sua própria vida o Fundador gradualmente chegou a responder ao desafio de Paulo lançado aos Coríntios (2Cor 13,5): “Examinem-se a si próprios… Façam uma revisão de si mesmos. Será que vocês não reconhecem que Jesus Cristo está em vocês?” Os escritos de Eugênio indicariam que ele sabia haver uma presença real, não só de Jesus, mas da Trindade que habita dentro de uma pessoa. A comunhão é um sacramento de habitação, o seu sinal externo. Além do mais, a intuição de Eugênio lhe dizia que verbalmente ou por carta ele podia se ‘comunicar’ com os seus Oblatos mas, mais importante, ele podia ‘comungar’ com cada um deles no amor de Jesus, seja onde a terras longínquas a vocação missionária deles os teria levado. Ele efetuava tal comunhão ‘em’ e ‘através’ do Santíssimo Sacramento.”

Que a Eucaristia seja sempre o centro de nossas vidas e comunidades.

A Cruz

A Cruz é algo central ao Carisma e a identificação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada no mundo inteiro. Isso é tão importante que Santo Eugênio chega a dizer que não haveremos de usar nenhuma outra forma de identificação, conforme a seguir podemos ver nas suas palavras, contidas na Regra oblata de 1818:

“Não terão outro sinal distintivo senão o próprio do seu ministério, ou seja, a imagem do Senhor crucificado. Será para eles como um monitor permanente que lhe recorda a humildade, a paciência, a caridade, a modéstia e as demais virtudes com que devem exercer seu santíssimo e sublime ministério”.

A Cruz sempre foi um sinal muito forte na vida de Eugênio, pois sua conversão e o discernimento vocacional em sua vida, dar-se ao pé da Cruz numa Sexta-Feira Santa. Que a Cruz de Nosso Senhor Jesus inspire-nos e ajude-nos em nossa vida e missão, e cumule-nos da capacidade de olhando a Cruz de Cristo, vermos os crucificados de hoje.

O “sorriso” da Virgem

O sábado é um dia muito especial para os missionários Oblatos de Maria Imaculada. É dia de fazer memoria da Mãe de Deus e nossa. Eugênio tinha um carinho todo especial com a Imaculada.

Você sabia, que após ter bento solenemente a imagem da Virgem Imaculada na capela da missão em Aix, conhecida como a “Madona Oblata” que agora está na capela da Casa Geral dos Oblatos em Roma, Eugênio escreve ao Padre Tempier, seu companheiro de missão, contando-lhe uma experiência peculiar que lhe aconteceu no dia 15 de agosto de 1822. Ele dizia:

“Lastimo que não posso lhe comunicar todo o consolo que experimentei neste belo dia consagrado a nossa rainha! Fazia tempo que não sentia tanta felicidade ao falar de suas grandezas, e levar os cristãos a nela por toda sua confiança, como nesta manhã no sermão sobre a Congregação.”

O que a Santíssima Virgem Maria revelou a Eugênio foi o valor da sua Congregação para o ministério entre os pobres e para a santificação dos seus próprios membros, outra graça mística. Uma tradição cresceu em algumas partes da Congregação que diz que a estátua da Virgem Maria inclinou a sua cabeça em direção ao Fundador. Ele próprio nunca reivindicou isso, nem os primeiros padres da Congregação jamais falaram de um milagre. Mas aquele momento diante da estátua da Virgem na capela de Aix foi uma grande graça mística.

Que essa experiência vivida por Santo Eugênio nos inspire a cada dia nos aproximar da boa Mãe que nos leva ao seu filho Jesus.

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