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Notícias dos Oblatos › 14/08/2020

“Vós abris a vossa mão e sacias os vossos filhos” – Sl 144

Na liturgia do 18º Domingo, cantamos, em nossas comunidades, esse bonito salmo e, hoje, celebramos o anjo bom do Brasil, que inúmeras vezes abriu suas frágeis mãos para saciar aos pobres. Na pretensão de unir esse hino com o testemunho de nossa santa brasileira, venho bendizer ao Senhor e manifestar a minha alegria pelos nossos formandos que fizeram uma longa caminhada em direção a um encontro de adeus e esperança ao profeta da Igreja dos pobres do Brasil e da América Latina, o Pedro, dom e profecia.

É gratificante saber que, em tempos incertos, confusos e de pandemia, o Senhor nos inspira e nos manifesta motivos de alegria e esperança. Quando três jovens formandos tomam a inciativa de irem ao encontro do profetismo é sinal de esperança, é também sinal de que nosso carisma segue vivo na dimensão da audácia, como reza nossa constituição número 8. Esses jovens apresentam sinal de identificação, acolhimento e saída para com a uma Igreja voltada para os mais empobrecidos, como também são sinal de uma abertura ao diálogo com os sinais dos tempos, pois nos entristece ver uma igreja que, em tempos incertos, que muitos se escondem ou aparecem nas mídias sociais, com seus ornamentos e paramentos exagerados  usados em momentos não apropriados e sendo usados, a meu ver, como couraças, ou seja, a couraça  engloba todas as forças de defesa repressoras, que são organizadas num padrão mais ou menos harmônico no ego. A resistência do caráter é expressa através do comportamento, modo de falar e andar, gesticular e os hábitos característicos do indivíduo, ou seja, para cada traço do caráter existe uma atitude física (FREITAS, 2011).

Entendendo o uso deste mecanismo de defesa a partir da possibilidade de ocultarem o não comprometimento com uma igreja voltada para com as causas dos mais empobrecidos e do sinal profético em meio a um sistema de governo desequilibrado e promotor do ódio. Também posso bendizer ao meu Senhor quando meu provincial nos representa, assinando a carta da VIVAT e quando meus irmãos de congregação assinam a carta de apoio aos nossos pastores em defesa da vida. Por isso, é tempo de cantar: Vós abrir a vossa mão e saciais os vossos filhos. Santa Dulce dos pobres, rogai por nós.

Pe. Ednaldo Tavares da Silva, OMI

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